Ela esqueceu, todos eles, esqueceu os que nunca existiram, esqueceu as rosas, os textos, a aliança, esqueceu as palavras, as promessas e o corolla vermelho. Ela esqueceu o amor, os eu te amo, as madrugadas, os vídeos e a música “Eu gosto do claro, quando é claro que você me ama…”, ela esqueceu de todos que nunca chegaram e só chora a noite por se sentir sozinha, mas a saudade já passou. Já passou os dias em que ela caminha procurando alguém, a imagem que fazia da pessoa. Já se passou o medo de todas as mentiras e o dia em que caía em todas elas novamente. Acabaram os medos, os sonhos e a esperança de alguém chegar. Acabou o amor, acabou a vergonha e o arrependimento de ter acreditado. Acabou o amanhã que nunca chega, mas não acabaram suas próprias mentiras, essas, ela fazia questão de contar pra si mesma.